Brasil é terceiro país do mundo a receber Stella Artois sem glúten

Sandro Macedo

Celíacos, brindai-vos. Acaba de chegar ao Brasil a versão sem glúten da tradicional Stella Artois. É apenas o terceiro país do mundo a receber o rótulo, que chegou em 2018 no Reino Unido e no Canadá. Por aqui, a novidade já está disponível em pontos de venda do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte.

Para os paulistas, por enquanto, a cerveja pode ser adquirida apenas pelo ecommerce do Empório da Cerveja (emporiodacerveja.com.br). Mas a Ambev, dona da marca, avisa que em setembro a Stella sem glutén chega fisicamente às lojas.

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E importante confissão deste escriba: para o meu paladar, que não é o mais apurado desta indústria vital, em um “teste caseiro cego” foi difícil perceber qual era a Stella com glúten e qual era a versão sem essa satânica substância, vilã de dietas mundo afora.

“Conseguimos chegar a uma versão sem glúten por meio da aplicação de uma tecnologia no processo de produção, o que nos ajudou a preservar o sabor e todas as características da versão original de modo que a bebida seja considerada um produto sem glúten de acordo com legislação brasileira”, conta Alexandre Levy, mestre-cervejeiro da Ambev e um dos responsáveis pela novidade.

É uma excelente notícia para uma parcela cada vez maior que abandonou o glúten, seja por uma restrição alimentar seja pela opção de uma nova dieta. Se em outros itens do mercado a oferta de produtos “gluten free” já é considerável, fãs de uma boa cerveja sofrem com a falta de alternativas nas gôndolas.

Nos mercados daqui a sugestão mais fácil de encontrar antes era a espanhola Daura, uma lager da Estrella Damm. Desde 2015 o Brasil também produz uma boa opção, cortesia da gaúcha Lake Side, que reproduziu uma american pale ale da Way sem glúten.

A vantagem de uma marca de grande porte, como a Stella Artois se reflete também no preço. No Empório da Cerveja, a long neck está sendo vendida a R$ 5,49, só R$ 1 a mais do que a versão tradicional da premium lager.

De acordo com Bruna Buás, diretora de marketing da marca, a ideia é “democratizar o acesso a uma cerveja sem glúten”, diz. “O consumidor quer ter cada vez mais opções de escolha, e nosso papel é trazer isso, entendendo essas necessidades e criando novas receitas.”

É a segunda novidade em segmentos cervejeiros distintos que o Brasil recebe durante a quarentena. Há poucas semanas, a Heineken trouxe ao país o rótulo sem álcool.